![]()
Entrevista com Jenni e Kimi
20/11/2003

Kimi e Jenni são feitos um para o outro. O casal está sentado lado a lado durante a entrevista. Eles têm estado juntos já a 2 anos e meio mas ainda não conseguem tirar os olhos um do outro. Se apaixonaram no concurso Miss Escandinávia onde Jenni foi coroada a nova vencedora.
Jenni: "Podemos dizer que foi amor a primeira vista. Kimi chegou com alguns amigos. Quando estavam a caminho do evento, os caras brincaram que poderia estar esperando o amor da vida dele."
Kimi: "Nós já nos conhecíamos. Claro já tinha visto fotos de Jenni em revistas e ela fotos minhas. Ambos tivemos um pouco de preconceito contra nós mesmos vindo da mídia, por isso não corri imediatamente para falar com ela.
Kimi é conhecido como um rapaz tímido, mas ele tomou a iniciativa
Jenni: "Sempre lembrarei da primeira frase do Kimi "Você é uma dama maravilhosa". Acho muito meigo. Não foi uma aproximação tão tradicional" (seus olhos brilham de alegria)
Os preconceitos desapareceram imediatamente ao decorrer da noite. Ambos tinham imagens totalmente diferentes um do outro.
Quartos de hotéis e comida de serviço de quarto se tornou muito familiar para o jovem casal.
Jenni: "Quando vivíamos muito tempo em hotéis, me lembro como costumávamos sonhar com o nosso lar onde podíamos simplesmente cozinhar o trivial caseiro e fazer nosso próprio café. Comida caseira é simplesmente comida caseira, a melhor de todas. Agora temos este tipo de lar na Suíça. Antigamente costumava sentir mais falta da Finlândia porque não tínhamos um lugar onde podíamos relaxar e passar as horas vagas."
Jenni e Kimi moram em uma casa na Suíça a mais de um ano. Uma casa de 400 metros quadrados, três andares e uma linda vista para um lago.
Jenni: "Queria mobilhar o lugar com estilo finlandês. Você pode descrever nossa casa pela decoração escandinava com cores claras. É muito moderno mas ainda bem confontável.
O casal passa o pouco tempo que tem praticando esportes, o que é o hobby mais querido.
Jenni: "Temos uma academia no andar debaixo onde vamos e suamos quase todo o dia. É muito mais fácil ir lá do que em uma academia pública."
A grande piscina no jardim pertence também a casa moderna.
Embora a vida da Jenni e do Kimi tenha mudado significativamente, eles ainda tem seus velhos amigos na Finlândia.
Jenni: "Kimi ainda sai com aqueles rapazes que nos uniram. Ambos gostamos dos nosso velhos amigos muito mais que antes. Podemos facilmente compartilhar nossos segredos sem preocupação."
Kimi: "Passamos uma vida normal em casa como qualquer outro casal de nossa idade. Descansamos no sofá, assistimos filmes, vamos ao shopping e cozinhamos. Jenni é a rainha da cozinha lá em casa.
Jenni: "É verdade. Kimi joga muito bem suas cartas então não precisa ir para a cozinha. Me lembro uma vez que ele fez purê de batata. Seu propósito generoso me surpreendeu. Quando estava pronto e começamos a comê-lo, fiquei imaginando que coisa ele botou naquilo. Kimi não tinha descascado as batatas e por isso a comida parecia tão estranha. Sua explicação foi que os nutrientes estão todos na casca."
O fisioterapeuta que vive na vizinhança também percebeu que Kimi se sai melhor dirigindo que cozinhando.
Jenni: "Kimi comprou dois livros de culinária de aves. Estou ansiosa para ver que tipo de pratos gourmet Kimi cozinhará agora. De qualquer forma frango é o nosso prato predileto."
Quando o jovem casal está de ferias na Finlândia, todos os seus passos são seguidos.
Jenni: "Ser celebridade limita nossa vida aqui na Finlândia. Kimi é muito mais popular aqui do que na Suíça. Ninguém está interessado no que fazemos lá. Tina Turner é nossa vizinha e ela pode sair facilmente sem sua peruca que ninguém se importa com isso.
Kimi: "Viver esse tipo de vida tem seus lados bom e ruím. Você sempre tem que lembrar que as pessoas estão interessadas em saber o que você faz e aonde vai. Mas isso não deve ser a coisa mais importante na sua cabeça. Definitivamente você enlouqueceria se tivesse que ficar sentado em casa o tempo todo".
Jenni e Kimi são os melhores amigos. Viver junto é muito fácil e simples e o casal gosta de passar o tempo junto. Eles compartilham tudo e solucionam os problemas unidos. Ainda não tiveram grandes brigas.
Jenni: " Quase nunca brigamos. Podemos discutir as vezes porque somos pessoas teimosas e não desistimos facilmente. Kimi é o primeiro que vem se desculpar." (joga um olhar doce para o Kimi)
Kimi: "As pessoas frequentemente perguntam se temos tempo para nós. Acho que ficamos juntos mais que os casais normais. Na verdade estamos juntos 24 horas por dia. Você não pode levar sua noiva ao trabalho em todo relacionamento."
É desejo do Kimi que Jenni vá com ele a todos os Grandes Prêmios.
Kimi: "Isso significa muito para mim sabe. É ótimo que a pessoa que significa o mundo pra você esteja lá torcendo e mantendo os dedos cruzados. Se a corrida não foi muito boa pelo menos você tem alguém para ficar zangado." (risadas)
O apoio de cada um pertence as suas vidas.
Jenni: "Vivemos principalmente segundo a agenda do Kimi. Organizo minhas próprias coisas para que não perturbe as corridas ou os testes dele.
Noivado significa uma promessa de casamento para Kimi e Jenni.
Kimi: "Não consigo entender por que as pessoas brincam com essas coisas. Quando propuz o noivado a Jenni, sabia que ela era o amor da minha vida. Amor a primeira vista, como eles dizem. Se não se sente bem vivendo junto, por que você se incomoda em passar o tempo com o outro?"
Jenni: "Nos casaremos algum dia, mas não é nossa meta agora. O casamento precisa de muita organização e temos que preparar tudo segundo a agenda do Kimi. Ouvi boatos na Finlândia sobre o dia do nosso casamento. Como isso poderia ser verdade se não sabemos nem mesmo o dia exato?"
Ambos adoram muito crianças.
Kimi: "Queremos ter filhos no futuro e começar uma família. Um piloto de Formula 1 pode começar uma família como qualquer um. No momento nossa vida está muito agitada, vivendo na estrada. Iniciar uma família e se casar não fazem parte de nossos planos neste momento. Além disso acho que ambos somos jovens demais.
Como Kimi mima a Jenni?
Trazendo para mim alguns doces sorri Jenni e adiciona que todas as surpresas pequenas são importantes, o modo como as coisas são presenteadas e o significado delas. Não importa se for doce ou algo mais.
Kimi e Jenni passarão o Natal na Finlândia.
Jenni: "Embora temos uma casa linda na Suíça não poderia imaginar que passaríamos o Natal lá sozinhos. Natal é uma celebração tradicional familiar e isso é como queremos passar. Ficaremos nas casas dos pais do Kimi e dos meus. Comeremos bem e aproveitaremos a harmonia do Natal."
Quando perguntamos ao casal o momento mais memorável juntos a resposta vem automaticamente.
"Foi o dia em que nos conhecemos pela primeira vez", os namorados dizem juntos.
Tradução do finlandês para o inglês por Kati Välikangas
Tradução em português por Nanda
Quem tem medo do MP4-19?
12/12/2003 - 00:45
É claro que ainda tem muito tempo de preparação com vistas ao Mundial de 2004 e, às vezes, a performance surpreendente de um carro que acaba de ser lançado não é garantia de competitividade na seqüência dos treinos quando os novos modelos dos concorrentes também estiverem na pista. Mas, neste momento, os recordes quebrados pelo novo carro da McLaren, o MP4-19, em dois circuitos diferentes, por pilotos diferentes (David Coulthard e Pedro de La Rosa), já assustam as rivais. Principalmente porque Kimi Raikkonen, o eleito da equipe para lutar pelo título, que é muito mais piloto que os outros dois, ainda nem conheceu o novo carro.
O recorde de Jerez é o terceiro do MP4-19, sendo que o primeiro, estabelecido em 27 de outubro na pista de Valência, ocorreu logo no terceiro dia de testes do novo modelo, quando Coulthard andou 60 milésimos abaixo da marca conseguida por Montoya dois dias antes com o Williams que, mesmo sem ter ganho o título, foi o melhor carro da parte final do último campeonato o segundo aconteceu um dia antes do terceiro, estes por De La Rosa. Um bom começo desses lembra a fase inicial de testes do F-2002, o carro mais perfeito que a Ferrari teve em toda a sua história, que também estreou quebrando recordes e, no decorrer do campeonato, acabou conquistando 15 vitórias em 17 corridas, e garantindo à equipe italiana o total de 221 pontos, exatamente a soma dos pontos obtidos no ano pelas outras 11 concorrentes.
Ainda é muito cedo para dizer que o novo carro da McLaren pode ser tudo isso. Mas, por via das dúvidas, a Ferrari já botou o pessoal da prancheta fazendo hora extra neste final de ano, para ter o modelo novo pronto em janeiro. E a Williams já recebeu da BMW a aprovação do novo motor P84 para equipar o carro do ano que vem. Confiança é o que não falta para Mario Theissen, diretor-esportivo da BMW, o homem que pressionou a Williams no primeiro semestre de 2003, chegando a ameaçar romper a parceria caso a equipe não conseguisse melhorar o rendimento do chassi. A pressão deu resultado, e a Williams foi a grande equipe da segunda metade do campeonato, só perdendo o título porque Schumacher e Rubinho foram mais competentes do que Montoya e Ralf.
Kimi Raikkonen não está fora das pistas apenas para descansar. Ele se recupera de uma operação no pulso direito, no qual levou nove pontos depois de uma batida de carro. Por isso ele só vai conhecer o seu novo carro em janeiro, mas tem conversado constantemente com Coulthard e os dois pilotos de testes (Pedro de La Rosa e Alexander Wurz), e anda entusiasmado com tudo o que eles dizem sobre o MP4-19, especialmente com o fato de o carro parecer muito sensível às alterações que são feitas. Normalmente este é um sintoma muito positivo em um novo modelo. Pelo jeito, o próximo campeonato vai ser mais interessante que o deste ano. A Ferrari dificilmente conseguirá manter o domínio dos últimos cinco anos, a Williams e a McLaren cresceram, e ainda tem Renault e Toyota em plena evolução.
Reginaldo Leme
Grande Prêmio
Crianças entrevistam Kimi
18/11/2003

Pergunta: O que você faria se não fosse um piloto de Formula 1?
Kimi: "Ai, essa é uma pergunta ruím. Acho que estaria trabalhando
em uma garagem."
Pergunta: Qual é a melhor coisa em
dirigir?
Kimi? "Acho que é o fato de você poder dirigir realmente rápido
e disputar com os outros.Não estaria fazendo isso se não gostasse.
Tudo isso é muito legal."
Pergunta: O que faria se você fosse
um juíz e três bagunceiros fossem para a pista?
Kimi: "Acho que faria o mesmo que os outros, alguém teria que retirá-los
de lá."
Pergunta: Kimi, você está doente
ou essa é mesmo a sua voz?
Kimi: Não, não estou doente, essa é a minha voz normal."
(risos)
Pergunta: Qual o seu circuito favorito?
Kimi: Espanha e Monaco."
Pergunta: Quantos anos você tem?
Kimi: "24 anos."
Pergunta: Pensava que tivesse 18!
Kimi: "Eu me conservo bem."
Pergunta: Como é a Jenni, por que ela
não está aqui com você?
Kimi: Ela é legal, mas está trabalhando. Mas ela adoraria vir
aqui também."
Pergunta: Qual é o carro que você
não gostaria de dirigir?
Kimi: "Tive uma vez um Lada. Acho que você não pode ir mais
lento que isso."
Pergunta: Você sempre usa sua jaqueta
de couro? - Caras da hora sempre vestem jaquetas de couro.
Kimi: "Não, isso é para uma ocasião especial. Geralmente
uso roupas esportivas e tênis." - "Não sou um cara da
hora."
Pergunta: Você alguma vez já
foi multado?
Kimi: "Sim, quando era mais jovem..."
Pergunta: Isso é por que você
dirigia muito rápido?
Kimi? "Sim, provavelmente era..." (risos)
Pergunta: Você fuma ou bebe cerveja?
Kimi: "Oh se eu fumo? Não, não fumo. As vezes bebo cerveja."
Pergunta: Por que você tem um empresário?
(seu empresário está sentado a direita dele)
Kimi: "É para não ter que tomar conta de tudo, então
posso ter um pouco de tempo para fazer outras coisas.
Pergunta: Qual seu prato preferido?
Kimi: "Acho que é frango e massa."
Pergunta: Até quanto vai a velocidade
do seu carro?
Kimi: "Acho que vai até 370 km/h."
Pergunta: Poderia ir mais rápido que
isso?
Kimi: Sim poderia, mas não há rodovias longas suficiente."
Pergunta: Houve pressão quando o Schumi
tinha mais pontos que você?
Kimi: "Claro, isso era irritante mas não tive pressão. Claro
é melhor se você está liderando, mas o que se pode fazer..."
Pergunta: Como te afetou o afastamento de
Mika da Formula 1?
Kimi: "Acho que não afetou nenhum pouco...axceto que agora não
tenho nenhum finlandês para conversar."
Pergunta: Ele era bom amigo?
Kimi: "Sim ele é agora. Não conhecia ele muito bem, mas agora
realmente somos grandes amigos."
Pergunta: Como você se tornou um piloto
da Formula 1? Você era tão bom quando era mais jovem?
Kimi: "Eu praticava Motocross quando tinha 5. Aos meus 7 ou 8 anos começei
a dirigir Micro-cars."
Tradução: Nanda
Kimi
fala sobre sua temporada 2003
10/11/2003
Na semana passada, o finlandês Kimi Raikkonen, da McLaren, concedeu uma entrevista coletiva em um evento da Michelin, nos Estados Unidos. O piloto comentou sua temporada 2003 na F-1, quando foi vice-campeão, e falou sobre suas expectativas para o próximo ano. Confira:
Pergunta: Fale sobre a sua temporada 2003. Quais eram as suas expectativas no
começo do ano e como tudo se desenvolveu com o passar do tempo?
Kimi Raikkonen: Primeiramente, após a temporada 2002, não tínhamos muitas expectativas porque foi um ano muito difícil. O carro não era resistente nem rápido o bastante. Então trabalhamos muito nos testes de inverno. Melhoramos o carro, o motor e os pneus. O conjunto ficou bem melhor e ficamos sabendo mais sobre os pneus, já que era o nosso segundo ano com eles. Isso também ajudou muito. Fomos para a primeira corrida e percebemos que éramos muito rápidos, rápidos o suficiente para lutar pela vitória. Mas, após cinco corridas, não fomos mais tão velozes comparados com as outras equipes. Mas reencontramos o nosso caminho um pouco e nos tornamos muito mais fortes.
Obviamente um grande desenvolvimento durante o ano foi com o MP4-18. Você
poderia nos contar o que houve e qual o impacto que isso teve em você
e na equipe? Claro que isso pressionou a equipe, que estava desenvolvendo um
novo carro durante o ano enquanto você corria com o modelo velho.
KR: As expectativas eram altas mesmo antes do MP4-18. Mas a estréia acabou atrasando mais e mais e acabou nunca acontecendo. Ao menos aprendemos algumas coisas para o carro do próximo ano. Mas, mesmo com dois carros, tivemos pessoas suficientes para melhorar o modelo novo. Nós precisamos concentrar nossos esforços no carro novo. Nos sentimos confiantes de que isso é o que podemos fazer. Uma vez tomada a decisão de correr com o carro velho, nos concentramos em vencer enquanto tirávamos novas idéias do modelo novo. Isso nos ajudou muito durante o ano.
E quando o novo carro vai estrear?
KR: Eu realmente não sei. Sei que vamos começar a testar no fim do mês, mas não falei com mais ninguém da equipe desde o fim da temporada.
O que será mais difícil na sua escalada rumo ao título
no próximo ano?
KR: Eu presumo que sejam as mesmas equipes. Antes eram Ferrari, Williams e nós. Agora as Renault são fortes. Mas tudo depende de quem conseguir o melhor carro. Talvez uma equipe não consiga ter um carro bom na temporada. Mas julgando pelo ano passado, acho que serão as quatro equipes. Mas tudo depende de quem desenvolver o melhor carro. Acho que tudo será apertado no ano que vem, principalmente porque neste ano todas as corridas foram interessantes.
Você vê o campeonato de 2004 como completamente aberto?
KR: Como eu disse, acho que sim. Não posso dizer quem pode vencer. Consegue-se uma idéia com os testes e com o início do ano, mas nunca sabemos o que os outros estão fazendo. Após o primeiro GP, você meio que sabe onde está e como as outras equipes estão. Mas, até lá, você não sabe. Apenas se espera que se tenha em mãos o melhor carro nos testes. Não se pode dizer quem será o mais rápido em 2004. Por isso vamos evoluir o nosso carro no inverno para ter a melhor chance.
No ano passado a F-1 teve uma temporada difícil e os regulamentos acabaram
mudando. Você pensa neles da mesma maneira como pensava no começo
do ano?
KR: Acho que seria mais fácil se eles mantivessem as regras ao longo do ano. Para a próxima temporada, teremos algumas mudanças. Mas para mim, não faz uma grande diferença. Teremos treinos livres na sexta-feira e então mais treinos e a classificação no sábado. E também a regra de apenas um motor por piloto.
Pergunta: Você gosta do atual modelo de treino classificatório? Dizem que os primeiros que saem sempre emborracham a pista para os próximos, então o último leva uma vantagem.
Kimi Raikkonen: Você gosta do sistema quando tem uma boa classificação e odeia quando vai mal. Mas, às vezes, pode funcionar bem quando você sai cedo e há menos óleo na pista, o que já aconteceu algumas vezes. Mas, geralmente, você tem a melhor chance se sai entre os cinco últimos. Obviamente, neste tipo de classificação, se você comete um erro, o preço será maior do que seria nos anos anteriores. Mas é o mesmo para todos os pilotos e o melhor geralmente chega ao topo.
O que você pensa sobre o GP do Canadá? Faz diferença ter
uma 18ª corrida no ano?
KR: Sim, realmente faz diferença, especialmente para as equipes e pilotos. É mais desgastante viajar e aumenta o trabalho. Teremos mais corridas distantes. Por outro lado, Montreal é um lugar legal para se correr. É uma grande atmosfera. O circuito pode não ser um dos mais interessantes, mas é bom para os espectadores. Também há bons pontos de ultrapassagem.
As pessoas nos Estados Unidos estão acostumadas com a Nascar, que tem
36 corridas no ano. Como é ter 17-18 provas na temporada e como é
o seu cronograma nos intervalos entre GPs e durante o resto do ano?
KR: Não sei como funciona o calendário da Nascar. Nós, após cada corrida, temos uma semana de folga. Corremos a cada duas semanas. Entre as corridas, testamos. É muito difícil, principalmente quando se tem cinco corridas seguidas, você volta para Europa, vai imediatamente testar e então vai para a próxima corrida. Isso realmente torna mais difícil. Mas precisamos testar para melhorar o conjunto inteiro, pneus, motor e carro.
A sua atual temporada já acabou, quando você começa a testar
novamente?
KR: Começaremos no fim deste mês. Acho que teremos testes em três das seis semanas. Então, em janeiro, começamos a fazer uma quantidade de testes planejados. Provavelmente vamos testar toda semana por pelo menos quatro dias. Isso realmente nos deixará ocupados.
O GP dos Estados Unidos foi transferido para junho no próximo ano. O
que você pensa sobre a F-1 e os EUA? Você acha que a mudança
de data vai atrair mais pessoas?
KR: Pode atrair mais pessoas porque o clima é mais quente, mas eu realmente não sei. A pista é bem legal. É muito bom para as pessoas. Eles podem ver bastante da pista nas arquibancadas. É uma corrida muito boa. O circuito tem uma longa reta, que torna a ultrapassagem mais fácil. Cada vez que vamos aos Estados Unidos, o GP está ficando melhor, apesar de não ser tão grande quanto na Europa. Espero que seja melhor no próximo ano e que mais pessoas venham à pista. Mas a Nascar é a maior no esporte a motor nos Estados Unidos e a F-1 nunca será assim. É a maneira como as coisas são.
No seu período de folga, você tem a chance de se divertir, praticar
esportes ou tira férias?
KR: Realmente não temos muito tempo de folga após o fim da temporada e o começo dos testes. Os pilotos gostam de fazer o que querem nas férias. Viajamos tanto durante o ano, então é legal apenas ir para casa, descansar e não fazer nada.
F1 na Web
Kimi se esfria na Eslováquia
8 e 9 de agosto de 2003
Enquanto a Europa queimava em uma onda de calor no último fim de semana, Kimi encontrou o jeito ideal de manter-se frio participando de um jogo de hockey no gelo e de uma disputa de kart.
Kimi se reuniu com os jogadores de hockey no gelo NHL da Eslováquia para o encontro anual de verão em Bratislava na sexta-feira dia 8 e no sábado dia 9 de Agosto. O jogo foi disputado entre as estrelas do HHL divididas entre os times do norte e sul. Uma grande platéia de 9000 fans apareceram para prestigiar os maiores nomes no jogo e claro, Kimi.
Kimi:"Foi um grande jogo com um dos maiores jogadores do mundo. Foi difícil se adaptar a velocidade do jogo pelo fato de não praticar muito hockey no gelo esses dias, mas todos os jogadores foram camaradas e me ajudaram."
Depois de voltar a enfrentar hockey no gelo, Räikkönen estava de volta em um território mais familiar. Ele se divertiu correndo de kart no gelo com as estelas do hockey. Kimi estremeceu os jogadores, desconcertando o kart ao redor do gelo com algumas deslizadas incríveis.
Em um dia agitado para
a estrela da Formula 1, Räikkönen então dirigiu-se ao maior
shopping de
Bratislava onde uma grande multidão aparecereu para assistir um evento
de kart de um dia inteiro, com a participação de vários
VIPS e personalidades. Apesar de seu grande esforço, Kimi foi derrotado
no "Grand Prix de Bratislava", mas o finlandês pareceu se divertir
mesmo assim.
A aparição final de Räikkönen antes de aproveitar algum tempo extra, primordial para o "Gran Prix da Hungria", foi participar da cerimônia "2003 Golden Puck". O evento que celebra os jogadores de hockey no gelo da Eslováquia foi transmitido ao vivo pela TV e Kimi foi solicitadado a apresentar o prêmio ao Melhor Atacante da Temporada 2002-2003.
Formula-one.net
Tradução: Nanda
Kimi: o Rei da Comédia
05/08/03
Ron Dennis sempre disse que Kimi Raikkonen tem um senso de humor irônico e malicioso. E agora temos a evidência...
Ele é o homem que apelidamos de Robo-Kimi, o finlândes que deixa seu carro falar e sua boca murmurar.
Quando o chefe da McLaren Ron Dennis disse que Kimi tinha um senso de homor perverso nós todos vimos como um caso de zoação do time. Não há nenhuma evidência de suas inumeráveis aparições nas coletivas de imprensa e durante as guaguejantes entrevistas de TV. Enquanto Coulthard era o mestre das citações, Kimi com certeza era o piloto com requisitos especiais.
Até que...a ITV entrou no bastidores com a McLaren no GP da Alemanha.
O time seguiu Kimi em seu dia de trabalho e mostrou-o comparecendo a uma reunião com os oficiais de Hockenheim.
Raikkonen então dirigiu a equipe do ITV para fora do circuito em direção ao seu hotel dentro do luxuoso Mercedes que o time providenciou. Quando ele passou sem esforço por alguns corredores suados ele acenou para eles casualmente e percebeu que era Fernando Alonso correndo.
Ele não disse nada, olhou para o espelho retrovisor e com uma cara totalmente sem expressão comentou: "Eles não tem um carro da Renault, tem?".
E a equipe do ITV caiu em gargalhadas.
F1 e comédia compartilham uma coisa essencial - momento oportuno de atuar. Kimi tem isso.
www.itv.com
Tradução: Nanda
Especial: Entrevista
29/07/03
Pergunta: Conheci alguns finlandeses recentemente que eram grandes fans seu mas disseram que você é muito quieto! Você diria que é uma pessoa fechada?
Kimi: Todos são
de um jeito no trabalho e de outro em casa, e é o mesmo para mim.
Quando estou trabalhando, embora eu goste de fazer o que estou fazendo, sou
quieto. Talvez eu seja um pouco diferente quando estou em casa com meus amigos
e minha namorada - fico mais relaxado quando estou com eles.As pessoas sempre
tentam te mudar e fazer de você uma pessoa diferente, mas no fim você
vai acabar sendo você mesmo, do contrário a vida seria muito difícil
e você não seria mais feliz. Para ser honesto realmente não
me importo com o que as pessoas dizem - isso não me preocupa.
Pergunta: Você queria ser um piloto de corrida desde pequeno?
Kimi: Mais ou menos.
Sempre gostei de velocidade e motores. Quando sento no carro eu simplesmente
quero ir tão rápido quanto puder, isso é realmente uma
paixão para mim. Quando eu era jovem minha idéia costumava mudar
todos os dias sobre o que era melhor - um dia era motocross, o próximo
era corrida de carro. Realemte nunca pensei que quizesse ser um piloto de Forula
Um. OK, talvez quando eu era muito pequeno, mas não seriamente.
Não era até que eu fui a Inglaterra para correr que pensei "talvez
eu pudesse". Nessa idade você começa a pensar mais seriamente.
Fui sortudo de ter as pessoas certas perto de mim e eles me ajudaram a realizar
meu sonho.
Pergunta: Como você se divertia vivendo na Inglaterra?
Kimi: Achei um pouco estranho de primeira, principalmente porque eu não falava a língua, mas uma vez que eu me acostumei com ela foi legal. Eu morava em Chigwell com meu empresário que tinha um casarão lá. Era realmente legal. Embora não levantasse muito. Estava vivendo na Inglaterra por quase dois anos, mas somente fui a um nightclub uma vez em todo esse tempo. Meu empresário tinha um casal de irmãos, um que jogava muito golf e outra que era louca por malhação, então eu passava a maior parte do meu tempo fazendo isso.
Pergunta: Você não é o único piloto da família
Räikkönen, é? Seu irmão faz muito sucesso no campeonato
Nacional de Rally da Finalândia.
Kimi: Sim, mas ele não é tão centrado em sua carreira quanto eu. As vezes ele está inteerssado e as vezes nem tanto. Ele faz bem quando faz os rallys, mas acho que é mais hobby para ele do que qualquer coisa.
Pergunta: Você é um dos maiores patrocinadores dele, não é?
Kimi: Mais ou menos. Eu comprei para ele um carro de rally. Na verdade, ele construiu o carro com um de nossos primos e depois o nosso primo queria se desfazer dele. Era quase um carro zero e meu irmão queria fazer os rallys e se divertir com o carro então eu o ajudei.
Pergunta: Você está feliz na McLaren no momento?
Kimi: É realmente bom. São pessoas realmente fáceis de trabalhar e tudo vai razoavelmente bem. É um bom time para estar. Eles têm tantas pessoas que podem cuidar das coisas para você e isso deixa a sua vida mais fácil durante um fim de semana de corrida. Eles são muito bons nisso.
Pergunta: Quando você entrou para a McLaren as pessoas inevitavelmente te comparavam com o piloto finlandês da equipe, Mika Häkkinen. Isso te aborrecia?
Kimi: Se você vai
para uma equipe onde o bicampeão mundial deles é seu compatriota,
as pessoas vão sempre te comparar à ele - acho que é bem
normal. Algumas pessoas talvez pensaram que eu estava passando por cima dos
seus sapatos, mas não estava. Apenas queria aprender tão rápido
quanto possível e fazer tão bem quanto pudesse.
Mika se tornou um grande amigo. Nós nos vemos quando temos tempo - ou
melhor quando eu tenho tempo, porque ele tem bastante tempo disponível
agora - mas nós não falamos sobre corrida quando estamos juntos.
Você não pode aprender de ninguém mais como dirigir o carro
e se você não for bom o sufuciente agora, então você
não deveria estar na Formula Um.
Pergunta: Você teve uma temporada melhor que o David. Isso é apenas
sorte ou é porque você é melhor piloto que ele?
Kimi: Não sei. Poderia ser as duas coisas mas é muito difícil dizer. As vezes ele é mais rápido que eu nos treinos classificatórios e as vezes sou mais rápido que ele. Acho que os treinos classificatórios têm revelado quem vai acontecer nesse ano. Estou simplesmente feliz com o que está acontecendo comigo e espero poder continuar.
Leia também : Mais Curiosidades na Ficha Técnica
www.kimiraikkonen.ch
Tradução: Nanda
Especial: Kimi se abre
Julho/2003
Quando Mike Lawrence (tão corretamente) resssaltou esses dias,quem somos nós (a media) para achar graça na voz de Kimi Räikkönen e suas frases mono-silábicas, quando a maioria de nós mal dominamos o inglês da rainha, tão pouco temos um noção básica de finlandês?
Entrando na 11º rodada do Campeonato Mundial de Formula 1 2003, Kimi está a míseros oito pontos atrás do penta campeão Michael Schumacher, embora apenas 3 à frente do irmão alemão, Ralf.
A frente do próximo GP britânico do fim de semana, o jovem Kimi se abriu e revelou que ao contrário do que muitos pensam sua entrada para a F1 foi longe de ser fácil. Max Mosley se aborreceu por dar ao moço a super-licença quando ele aterrissou no drive-in da Sauber em 2001, e diversos de seus rivais estavam infelizes por ver o garoto de vinte e dois anos na fila ao lado deles em Melbourne, mesmo com o fato de ele ter abocanhado um ponto para impressioná-los pelo aparentemente fracassado sexto lugar.
Apesar do fato de ele ter aparecido na F1 do nada, Kimi revela que foi um longo trabalho insano.
"A casa dos meus avós era no mesmo pátio que a nossa", ele contou ao Sunday Times, "ele construiu ambas as casas, a nossa era menor". O banheiro ficava do lado de fora, e todo ano meu pai prometia a minha mãe que construiríamos um dentro, mas sempre havia alguma coisa a mais para gastar."
O pai de Kimi, Matti, era operador de tratores na cidade natal da família em Espoo, enquanto sua mãe Paula trabalha como secretária. Com os pais trabalhando em tempo integral, Kimi e seu irmão mais velho Rami passavam a maior parte do tempo com o seu avô Paavo, que deu a eles as primeiras lições de direção.
O primeiro amor do Kimi foi hockey no gelo, embora felizmente para os fans de F1 ele decidiu se dedicar as corridas, iniciando com as bicicletas e então progressivamente os carros. O pai Matti teve que se dedicar a um segundo trabalho a fim de financiar o "hobby" de seu filho.
"Ele dirigia um taxi e trabalhava nas portas de nightclubs quando terminava as estradas", disse a estrela da McLaren. "Quando começamos a correr, nossos carros eram básicos nós comprávamos as partes sobressalentes que as pessoas não queriam ou consertávamos coisas quebradas", adiciona; o que fez com que o chefe da Minardi Paul Sttodart se orgulha-se.
"Aprendi diferentes aspectos de olhar o carro depois", continua, "como se eu soubesse que os pneus traseiros precisassem de proteção porque nós não tínhamos um kit reserva para uma corrida particular. Duas ou três vezes pensamos em desistir porque corríamos sem dinheiro, mas então minha irmã se casou com um acionista de uma compania pesqueira, e eles nos ajudaram. Quando você tem um bom chassi e um bom mecânico você realmente gosta disso".
Pelo fato de ele ser de origem humilde significa que o finlandês sabe o verdadeiro valor do dinheiro e valoriza isso, é por isso que ao contrário da maioria de seus amigos contemporâneos ele não se mudou para Monte Carlo, prefere em vez disso viver na Suíça - casa da sua antiga equipe Sauber.
"Vizinhos demais, juntos demais", disse sobre Mônaco. "Estou acostumado a viver em espaço, perto do campo, e pelo valor de um pequeno apartamento em Mônaco, você pode comprar um lugar agradável na Suíça".
"Na verdade eu gostaria de ficar em casa", admite, "mas isso não é impossível", adiciona, referindo-se a alta taxa de taxi que teria que pagar na Finlândia. "Mas eu volto tão logo quanto possível".
O fato de ele estar consciente do verdadeiro valor do dinheiro tornou-se evidente no GP de Mônaco deste ano. Ao invés de comprar um barco ele alugou um para o fim de semana e depois comprou-o para arrendar. É para o crédito eterno dos jovens. Toda renda recebida vai para a caridade dos menores da Finlândia.
"É o mínimo que eu posso fazer," diz. É subentendido que regularmente ele doe dinheiro a outras causas valiosas incluindo crianças portadoras de câncer."Não tem nenhum problema", ele diz modestamente.
Apesar da aparente timidez alí se esconde algo de selvagem e recentemetne o finlandês apareceu nos jornais por todas as razões erradas quando estava em uma das muitas celebrações de verão noturnas, uma tradição escandinava. Os tablóides finlandeses fizeram muito sensacionalismo: "Ás vezes não é fácil", ele diz,"mas você não pode ficar em casa o tempo todo. Você precisa viver a sua vida. Eles não estariam interessados se pensassem que não estava bem".
Olhando a diante de Silverstone, Kimi sabe que tem que bater o líder Michael Schumacher e se defender das cartadas de seu irmão, e isso significa jamais errar nos próximos treinos classificatórios: " Talvez eu tenha tentado um pouco forte demais", admite, "mas não sou o único que comente erros, todos nós aprendemos a aprimorar o novo sistema". Em Nürburgring eu fui pole sem ser o mais rápido em qualquer um dos três setores, então isso foi melhor".
Parece que apesar da persona pública tímida temos aqui um grande caráter.
Sunday Times
Tradução: Nanda
Aerodinâmica, a
maior "ciência" da Fórmula 1
Jul 2003
A aerodinâmica é responsável pelos principais ganhos de
desempenho na mais competitiva categoria do mundo. Por isso, não surpeende
o fato dela ser uma verdadeira obsessão dos maiores projetistas da atualidade,
como o diretor-técnico da equipe Renault F1 Team, Mike Gascoyne.
Na Fórmula 1 moderna, a aerodinâmica é o campo que permite que se faça os maiores progressos em termos de desempenho. Desde a introdução das primeiras asas pela Lotus e Ferrari nos anos 1960, o que foi anteriormente uma técnica instintiva tornou-se quase uma ciência exata. Cada centímetro quadrado dos carros de hoje é cuidadosamente lapidado para otimizar o fluxo de ar.
A equação básica que desafia os engenheiros é simples: inverter o princípio físico que permite que um avião permaneça no ar. O trabalho dos aerodinamicistas é aumentar a chamada downforce termo do inglês que dá nome à força vertical que empurra o carro contra o solo, usando a ação do vento e a zona de baixa pressão criada sob as asas. Eles também precisam minimizar o arrasto força longitudinal associada ao movimento do veículo, que oferece resistência ao seu deslocamento.
O desempenho de qualquer monoposto resulta do emprego destes princípios. Por isso, os engenheiros tornaram-se obcecados com os menores detalhes da carenagem. Isso não é surpresa, principalmente se levarmos em conta que, caso aquela anteninha que vai no bico do carro tenha um diâmetro um pouco maior do que deveria, já terá custado o equivalente a 10 cv de potência do motor.
Mas este exemplo não significa que os Fórmula 1 podem ser definidos como se fossem flechas afiadas. Ao contrário, suas rodas grandes e expostas ao vento produzem tanta turbulência que os tornam tão aerodinâmicos quanto um tanque de guerra. O coeficiente aerodinâmico índice que mede a eficiência do veículo quando em alta velocidade de um Renault Clio é muito mais refinado. Mas, em compensação, um Clio gera bem menos downforce: a 250 km/h, um carro de F1 é capaz de produzir mais de uma tonelada de carga aerodinâmica.
Nos últimos 30 anos, os engenheiros pesquisaram profundamente a aerodinâmica. Invenções sucessivas como os fan-cars carros que tinham ventiladores para sugar o ar sob a carenagem, criando uma zona de baixa pressão , as saias e asas laterais, as wiglets (asinhas colocadas nas tampas dos motores) e os aerofólios deformáveis pela força do vento, geraram enormes ganhos aerodinâmicos até a FIA bani-los.
Hoje, as regras determinam que os engenheiros devem formatar suas carenagens dentro de determinados espaços pré-delimitados em altura, largura e comprimento em todas as partes dos F1. A última alteração regulamentar ocorreu antes do início da temporada 2001 e ditou um aumento de 50 mm na altura da asa dianteira e um número máximo de elementos que podem compor a asa traseira.
Quando as regras são estáveis, porém, os engenheiros são capazes de aumentar a eficiência de seus projetos de 5% a 10% a cada ano. Exteriormente, o R23 utilizado nesta temporada pode parecer muito semelhante a seu antecessor, o R22, mas seu pacote aerodinâmico é muito mais eficiente. E, por conseqüência, seu desempenho também é melhor.
A aerodinâmica também é fundamental para os pilotos. Da mesma forma que um avião não é capaz de decolar se estiver atrás de outro, não é possível que um monoposto siga um rival de muito perto em uma curva, devido à turbulência produzida pelo veículo da frente. O risco para o segundo carro é de simplesmente sair rodando sem controle. Nas retas, porém, é possível que o monoposto de trás se beneficie do vácuo criado pelo carro da frente, o que facilita a ultrapassagem.
A eficiência de um pacote aerodinâmico só é revelada em sua plenitude se a downforce crescer de forma exponencial com a velocidade. Mas, de maneira irônica, uma curva que não seja particularmente difícil a 250 km/h pode tornar-se um problema a 180 km/h, justamente porque a esta velocidade a aerodinâmica é menos eficiente. Assim, a aerodinâmica e a coragem do piloto estão intimamente ligadas.
Assessoria de Imprensa da Renault do Brasil - Gerson Almeida
Kimi convida as crianças
do "SOS Aldeia das Crianças" para o Gran Prix de Mônaco.
29 de Maio de 2003
Duas crianças do "SOS Aldeia das Crianças" em Tapiola, Finlândia serão convidados ao iate de Kimi durante o GP de Mônaco.
"É satisfatório estar em uma posição de dar algo em troca à uma organização muito valiosa para as crianças", disse Kimi, o qual está apoiando fortemente o trabalho do SOS Aldeia das Crianças da Finlândia com uma doação financeira. Kimi estará visitando também a aldeia na Finlândia em um futuro próximo.
Nico de oito anos e Kristina de 9 serão acompanhados ao evento pelo diretor da entidade, Jukka Kotkavuori, e serão convidados ao iate de Kimi durante o treino de classificação de sábado e a corrida de domingo. Além disso as crianças e a responsável por elas também visitarão o "SOS Aldeia das Crianças" na França.
A associação "SOS Aldeia das Crianças" da Finlândia foi fundada em 1962 e atualmente cuida de 150 crianças em quatro estabelecimentos e na "SOS Casa do Jovem". A quinta aldeia na Finlândia estará pronta no outono na cidade de Kaarina.
www.raikkonenkimi.com
Tradução: Nanda
Grand Prix: Finlandês de fôlego
Reginaldo Leme
23/05/2003 - 13:48
Kimi, outro finlandês na vida de David Coulthard
Seja pelas novas regras ou pelos erros cometidos no início do campeonato,
a situação real é que já passamos da sexta corrida
e Schumacher ainda não alcançou a liderança do Mundial.
Com isso nem o mais entusiasmado adversário da Ferrari poderia contar
antes do início da temporada, e os méritos podem ser divididos,
parte para a McLaren, parte para Kimi Raikkonen, desde que a parte do piloto
finlandês seja maior. Aos 23 anos de idade, Raikkonen disputou até
hoje 40 GPs, sendo 17 pela Sauber, onde marcou nove pontos e terminou
o ano na 10ª colocação, e 23 pela McLaren, tendo ficado em
6º lugar no campeonato passado, com 24 pontos. Hoje é líder
e já marcou 40 pontos em seis provas, mais do que uma vez e meia o total
das 17 provas de 2002.
David Coulthard pode ser considerado um sujeito de sorte porque, em 10 anos de Fórmula-1, nunca correu por uma equipe que não fosse Williams ou McLaren. Isso explica o fato de ele já contar com 423 pontos na carreira sem nunca ter sido campeão, o que é mais do que a pontuação obtida pelo tricampeão Niki Lauda (420,5) e o bicampeão Mika Hakkinen (420). O escocês só não deu sorte nos companheiros de equipe que teve. Nos dois primeiros campeonatos, 94 e 95, o companheiro era Damon Hill, que poderia não ser mais técnico do que ele, mas era a aposta da Williams na briga contra Schumacher depois da morte de Senna. Em 96 Coulthard trocou a Williams pela McLaren, e encontrou na nova casa um finlandês chamado Mika Hakkinen.
Com Hakkinen, foram seis anos de paciente parceria, período em que conquistou seis poles e 10 vitórias, contra 26 poles e 20 vitórias do companheiro. Mas o pior é que, enquanto Hakkinen conquistava dois títulos, o máximo que Coulthard conseguiu foi um vice e, assim mesmo, no ano em que o companheiro tirou o pé de vez, já pensando na aposentadoria. Quando, finalmente, se viu livre de Hakkinen, Coulthard ganhou a companhia de um outro finlandês, até então desconhecido, que vinha da Fórmula-Renault inglesa. Mal sabia ele que aquele loirinho magro, tipo desligado, seria mais um para lhe tirar o sono. Kimi Raikkonen fez um primeiro ano pela McLaren reforçando o aprendizado da estréia com a Sauber e terminou o campeonato em 6º (24 pontos), atrás de Coulthard, que foi 5º (41 pontos). Agora, no segundo ano de McLaren, o finlandês já tem uma vitória, três segundos e um terceiro, somando cinco pódios em seis corridas, que lhe valeram 40 pontos. Coulthard, depois de vencer a primeira do ano, só conseguiu um quarto e dois quintos lugares, chegando a 23 pontos.
Andar na frente de Raikkonen tem sido um desafio para o escocês. Nas classificações para o grid ele até consegue superar (ganhou quatro e perdeu duas), mas nas corridas o finlandês, além de ser mais rápido, tem se mostrado mais regular. A próxima batalha será em Mônaco, onde vale muito a experiência, e Coulthard já venceu duas vezes. As chances são boas para a McLaren, que é a equipe com maior número de vitórias na corrida. E pela situação no campeonato, esta deverá ser a última chance do escocês de se candidatar ao cargo de representante número 1 da McLaren na luta contra a Ferrari.
Grande Prêmio
Raikkonen assiste à
final do Mundial de Hóquei no Gelo
13/05/2003 - 10:14
SÃO PAULO - Aproveitando o tempo livre entre os GPs da Espanha e da Áustria, o piloto finlandês Kimi Raikkonen, líder da temporada 2003 da Fórmula 1, esteve em Helsinki no último domingo para assistir à final do Mundial de Hóquei no Gelo, esporte tão popular na Finlândia quanto o futebol no Brasil.
Assim como a maioria das crianças finlandesas, Kimi aprendeu a patinar praticamente ao mesmo tempo que aprendeu a andar. "Quando eu era pequeno, jogava para o time local em Espoo. Era o jogador mais jovem e também o mais baixo, mas não importava muito, porque naquela idade ainda não era um esporte de contato. Você só começa a 'chegar junto' depois de uma certa idade", explicou.
"Era canhoto e jogava na defesa, pela direita. Lembro que uma vez trombei com um jogador do tamanho de Alex Wurz! Mas nunca me machuquei, porque era tudo diversão. De qualquer forma, acabei desistindo, porque tinha de acordar muito cedo para treinar", justificou Raikkonen, que ainda é torcedor do time de Espoo, apesar de não ter tempo para acompanhar os jogos de perto.
"Sempre que posso, assisto aos jogos de hóquei, especialmente se a Finlândia está jogando. Também gosto muito da NHL, a Liga Norte-Americana, onde estão alguns dos melhores jogadores do mundo", comentou.
A final do Mundial de Hóquei foi disputada entre o Canadá e a Suécia, que eliminou a Finlândia nas quartas-de-final com uma impressionante virada. O time da casa chegou a estar vencendo por 5 a 1, mas acabou derrotado por 6 a 5. Raikkonen, acompanhado da namorada Jenni e um grupo de amigos, foi homenageado com um "Seja bem-vindo, Kimi" no placar eletrônico assim que chegou.
O piloto da McLaren se encontrou com grandes nomes do hóquei, como os ex-jogadores Jari Kurri e Esa Tikkanen, antes da partida. E como foi a final? O comentário é do próprio Raikkonen: "Foi um jogo emocionante, entre duas equipes muito equilibradas. O tempo normal terminou em 2 a 2, mas o Canadá levou o título com o gol de ouro na prorrogação".
» Leonardo Bertozzi
- bertozzi@f1noticias.com.br
F1 Notícias
Família dá
total apoio a Kimi Raikkonen
03/05/2003
Livio Oricchio
Estadao.com.br